quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Entrevista Drauzio Varella sobre qualidade de vida no trabalho

          O vídeo abaixo mostra o aumento da preocupação dos gestores do Paraná, com a qualidade de vida de seus funcionários, com a redução dos acidentes de trabalho. Também traz uma entrevista com o Dr. Drauzio Varella falando sobre o assunto.










terça-feira, 27 de outubro de 2015

Dicas para melhorar a qualidade de vida no trabalho



         Segue abaixo algumas dicas da Professora Doutora Ana Cristina Limongi-França dá sobre como melhorar a qualidade de vida no trabalho, e que implica também na qualidade de vida pessoal:



                                    

                                       
                                        https://www.youtube.com/watch?v=G6F3gId8zsE

Análise da QVT de acordo com Walton (1973)


        As oito categorias conceituais propostas por Walton (1973) para analisar as características da QVT são:



Compensação adequada e justa
O trabalho corresponde ao meio pelo qual o indivíduo ganha a vida. A honestidade da compensação pode ser focalizada por vários prismas, por exemplo: pelas relações entre salário e fatores como experiência e responsabilidade; pelas relações entre salário e talento ou habilidade; pela demanda de mão de obra ou pela média de compensação da comunidade em questão. Compensações adequada e justa podem ser melhor compreendidas pelas respostas aos questionamentos a seguir: 1) Renda adequada: a venda de um trabalho de horário integral encontra padrões determinados de suficiência ou padrão subjetivo do recebedor? 2) Compensação justa: o salário recebido por certo trabalho leva uma relação apropriada com o salário recebido por outro trabalho?

Condições de segurança e saúde 
 Fatores como: horários razoáveis reforçados por um período normal de trabalho padronizado; condições físicas do trabalho que reduzem ao mínimo risco de doenças e danos; limite de idade imposta quando o trabalho é potencialmente destrutivo para o bem estar das pessoas abaixo ou acima de uma certa idade, são considerados na proposta. 

Oportunidade imediata para a utilização e desenvolvimento da capacidade humana 
O trabalho “tem tendido a ser fracionado, inábil e firmemente controlado”. Autonomia no trabalho, múltiplas habilidades, informação e perspectivas, tarefas completas e planejamento são fatores importantes para a satisfação e a autoestima, não sendo diretamente proporcionais a QVT.

 Oportunidade futura para crescimento contínuo e segurança
Este item focaliza as oportunidades na carreira como: a) aplicação respectiva – expectativa de usar o conhecimento e as habilidades recém adquiridas em trabalho futuro; b) desenvolvimento – extensão em que as atividades atuais contribuam para manter e expandir a capacidade; c) oportunidades de progresso: oportunidades de progredir em termos organizacionais ou de carreiras reconhecidas pelos semelhantes membros da família ou associados; d) segurança: segurança de emprego ou de renda associada ao trabalho do trabalhador. 

Integração social na organização de trabalho 
Ausência de preconceitos de cor, raça, sexo, religião, nacionalidade, estilo de vida e aparência física, favorecendo ou induzindo um senso de comunidade nas organizações. 

O constitucionalismo na organização do trabalho 
As normas que estabelecem os direitos e deveres dos trabalhadores são vistas por Walton como elementos chaves para fornecer uma elevada QVT. Para o autor, os aspectos mais significativos são o direito à privacidade, direito de posicionamento (o diálogo livre) e o direito a tratamento justo em todos os assuntos. 

Trabalho e espaço total da vida

A experiência de trabalho interfere em outras esferas da vida, tais como nas relações com a família. A relação entre o trabalho e o espaço total da vida é visto através do conceito de equilíbrio. Para o autor, o equilíbrio tem origem nos esquemas de trabalho, expectativa de carreira, progresso e promoção. Questiona, ainda, a relação do tempo e energias extras que o trabalhador dedica ao trabalho e as deficiências na situação familiar. 

A relevância social da vida do trabalho 
 A depreciação do valor do trabalho e da carreira dos colaboradores causada pelas organizações afeta a autoestima do trabalhador. A “produtividade também parece ter uma relação curvilínea para a maioria das dimensões de vida no trabalho” (Walton, 1973, p. 17). Para o autor, o ponto ótimo para a produtividade não seria no momento máximo de QVT, mas em sua ascendência. ...“os declives particulares das curvas e a relação entre a Qualidade de Vida no Trabalho e as curvas da produtividade variaria de um conjunto de trabalho para outro” (p.21).


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

25 empresas que mais oferecem qualidade de vida


        O ranking das 25 empresas é baseado em respostas de ex e atuais colaboradores, que oferecem informações sobre as corporações através da internet de forma voluntária e anônima. Foi utilizada uma escala de 0 a 5 para medir a satisfação dos funcionários.

        Veja abaixo tabela com as 25 mais bem classificadas por seus colaboradores:
 

Qualidade de Vida na empresa Renault

        Com o Brasil ocupando a 4ª posição em ocorrência de acidentes de trabalho, grandes empresas como a Renault tem investido cada vez mais em segurança e saúde de seus funcionários. 

        No vídeo abaixo, mostra a criação de uma Casa de Saúde, onde trouxeram o ambiente da saúde para dentro da empresa. Assim os funcionários não precisam se deslocar para consultas e exames de rotina. A empresa também se preocupa em trazer conhecimento de saúde através de oficinas. Também foi montada uma academia dentro do ambiente de trabalho. Com essas medidas, os funcionários sentem que são valorizados, o que incentiva a produzirem mais e melhor.








domingo, 25 de outubro de 2015

Ações e programas para a melhoria da Qualidade de Vida no Trabalho

        Abaixo segue um quadro de ações e programas afim de melhorar a qualidade de vida dos funcionários, que podem ser implantados nas empresas e seus respectivos resultados observados:




Empresas que buscam dar qualidade de vida aos funcionários

Kraft


          Sede brasileira da Kraft, em São Paulo


Desde 2007, os 12.000 funcionários da Kraft no Brasil contam com medidas para equilibrar a vida pessoal com a profissional. Uma delas, a do horário flexível, permite que 1.900 pessoas do administrativo cheguem para trabalhar entre 7h e 11h e saiam entre 16h e 19h para, assim, poderem buscar os filhos na escola ou resolverem pepinos em bancos quando quiserem. Outra medida, a Sexta Flex, acontece no verão. Um descanso em plena tarde em uma sexta sim e outra não do período pode ser descontado do banco de horas. Os funcionários de Vendas Campo (vendedores) e promotores (que trabalham nos supermercados) também são elegíveis ao dia livre no dia de seu aniversário.


Google

                 Sede brasileira do Google, em São Paulo

Assim como acontece nos demais escritórios do Google pelo mundo, os mais de 300 funcionários da companhia no país contam com um programa de horário flexível válido para todos os dias da semana. O modelo se dá no maior site de busca do mundo baseado na cultura de privilegiar a liberdade e responsabilidade das pessoas que trabalham ali. No Google, o foco de todos está na meta e não nos processos. “São os próprios profissionais que definem como vão atingir seus objetivos. Assim, cada um pode gerir sua própria carreira e imprimir sua marca na empresa, mantendo sua identidade enquanto colabora com a evolução do Google”, afirma Monica Santos, diretora de RH do Google para América Latina.

Bristol-Myers Squibb

Laboratório da farmacêutica Bristol-Myers Squibb


Todas as sextas, o expediente dos 450 funcionários da Bristol-Myers Squibb no Brasil acaba às 15 horas – no verão, o horário é ainda mais curto ainda e termina ao meio-dia. Batizadas de Short Friday e Summer Friday, as opções valem para todas as pessoas, com exceção dos vendedores, e funciona da seguinte forma: nos outros dias da semana do ano, é preciso compensar duas horas semanais, ou 30 minutos por dia, para usar o benefício às sextas. No verão, a compensação deve ser de 1 hora por dia de segunda a quinta. “A ideia é incentivar a capacidade de autogestão e produtividade de todos, além de desenvolver aspectos como a maturidade, responsabilidade, disciplina, motivação e foco no resultado”, diz Samanta Pastor, gerente de recursos humanos da farmacêutica. 
O Work at Home, ainda em fase piloto, é outro projeto que deve trazer benefícios em breve. Por meio dele, os funcionários poderão trabalhar de casa uma vez na semana. Devem participar do programa Piloto os níveis de Presidência, Diretores, Gerentes e, outros cargos, desde que tenham a aprovação da liderança imediata e alinhamento com RH.

HP

Produtos da HP em uma loja da Best Buy, em Nova York

Por ter um tipo de negócio que inclui a demanda por profissionais alocados dentro de clientes, a HP tem uma política global de trabalho remoto, que inclui horário flexível, há mais de 15 anos. Por aqui, a companhia conta com 8.400 funcionários, sendo que 40% deles trabalham de forma remota. Outros 2% prestam serviço sem sair de casa. “Não existe uma regra determinada para o trabalho remoto. Cabe ao funcionário e ao seu gestor avaliarem a melhor política”, diz Antônio Salvador, vice-presidente de RH da HP Brasil. A empresa seleciona os funcionários elegíveis às regras de acordo com o tipo de trabalho de cada um. Funções com alta interação com projetos globais, cargos de especialista para cima e que não requeiram uma interação diária com clientes estão dentro. Já os que possuem carga horária regulamentada em convenção coletiva, como Call Centers, estão fora. “Ganhamos produtividade com a redução dos deslocamentos diários dos funcionários”, diz Salvador.